sábado, 28 de setembro de 2019

Vegetação em risco de extinção ressurge na Praia da Enseada



O ressurgimento do jundu, vegetação típica de região praiana preservada, em alto risco de extinção, indica a regeneração ambiental da orla da maior praia de Guarujá, a Enseada. Além de trazer novos ares à paisagem, a planta tem uma importante função na natureza: é uma vegetação fixadora de duna, que combate processo erosivo costeiro e ainda atrai diversas espécies de aves.

Para valorizar e proteger o jundu, que é a prova viva do alto nível de preservação da Praia da Enseada, a Prefeitura de Guarujá está promovendo algumas intervenções no local.

Entre as ações, foi providenciado, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) o isolamento da área com cercas e instalação de placas informativas, a fim de conscientizar banhistas e frequentadores da praia sobre os cuidados que devem ser tomados para não degradar o bioma.

“A Praia da Enseada é uma das mais urbanizadas de Guarujá e sofreu muito com a degradação causada pela construção irregular de quiosques na faixa de areia nos últimos 30 anos, por exemplo. Após a remoção das construções e a intensificação de serviços de zeladoria, a natureza respondeu com o esplendor de sua força, trazendo de volta o jundu, uma alegria muito grande para todos nós”, resumiu o secretário de Meio Ambiente de Guarujá, Sidnei Aranha.


 Proteção contra ressacas
Apesar de ser uma planta frágil, o jundu é uma vegetação nativa de grande importância para a preservação das praias, além de servir como abrigo e fonte de alimento para fauna nativa. Ele ainda protege e evita o avanço da areia da praia sobre a cidade e dificulta o avanço do mar em períodos de ressaca.

“Apesar de todo o processo erosivo no Litoral Paulista, as praias de Guarujá continuam resistindo bravamente. Um grande caso de autopoiese”, afirma o titular da Semam, se referindo à capacidade dos seres vivos de produzirem a si próprios.




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