segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Dobra o número de assaltos a ônibus em Guarujá


Em 15 anos de profissão – cinco deles no transporte público de Guarujá – o motorista de ônibus R., de 52 anos, nunca tinha sido assaltado. Mas em março deste ano, em apenas uma semana, tudo mudou: ele foi alvo de marginais duas vezes, na Vila Áurea, em Vicente de Carvalho. Nos dois casos, os bandidos, que aparentavam ser menores de 18 anos, solicitaram a parada do veículo como se fossem passageiros.

Na segunda ocorrência, ele levou um tiro no rosto. “O moleque mandou eu levantar para me revistar. Ele deve ter achado que eu ia reagir e deu o tiro. A sorte é que era uma garrucha de chumbinho e o estrago não foi grande”.

O saldo do crime para os bandidos: R$ 7,00, do caixa do ônibus. Já para o motorista, três dias de internação, 15 dias de licença e um trauma para o resto da vida. Ele conseguiu se recuperar, mas voltou ao serviço assustado, achando que poderia ser assaltado de novo a qualquer momento. 

O medo se confirmou um mês depois, em outra linha, na Estrada de Pernambuco. Um marginal o ameaçou com uma faca e levou cerca de R$ 20,00. “Dessa vez pensei em desistir. Tirei férias e resolvi voltar, contra a vontade da minha família. Gosto do que faço, da empresa. Mas ainda me sinto assustado. Só faltam três anos para eu me aposentar. Quem assalta ônibus não são os bandidões. É essa molecada menor de idade”.

No final de julho, o suspeito que ameaçou R. com uma faca foi preso. Ele foi reconhecido por 13 motoristas. Reiver de Araújo, de 19 anos, chegou a dizer que cometeu os crimes porque “está no sangue”.

Dois por dia

Por mais assustador que possa parecer, o caso de R. está longe de ser incomum. Entre janeiro e julho deste ano, 365 assaltos a ônibus foram praticados em Guarujá. É o equivalente a 52 por mês – mais de um por dia. E o pior: o número aumentou 92% em relação ao mesmo período de 2012, quando 190 veículos foram roubados.

Além do trauma para motoristas e passageiros, a bandidagem provoca outra seqüela: a demora dos ônibus. 

Nesses sete meses, o transporte coletivo deixou de realizar 460 viagens por causa de assaltos, já que os motoristas precisam ir a uma delegacia lavrar o Boletim de Ocorrência. 

Os números foram informados pela concessionária à Diretoria de Trânsito e Transporte de Guarujá (Ditran), 
No mesmo período, foram registrados 2.679 roubos em Guarujá, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo.

Ataques

Além dos assaltos, há ainda os casos em que os marginais incendeiam os ônibus. Isso aconteceu com cinco veículos este ano. Esses episódios deixam na mão os passageiros que moram em comunidades carentes: o transporte coletivo simplesmente some, seja em determinados horários ou integralmente.

Segundo a diretora da Ditran, Quetlin Scalioni, isso ocorre por orientação da própria Polícia Militar à Translitoral, a concessionária, para que não se arrisque a vida de funcionários e passageiros. “Isso já aconteceu na Vila Edna, Vila Zilda, Vila da Noite, Prainha”, afirmou.

Disso resultou até uma reunião entre Prefeitura, Translitoral e membros da Associação de Moradores da Prainha, onde os ônibus não estavam circulando depois das 18 horas. “O presidente da associação se comprometeu a interceder junto à comunidade para pedir colaboração”. (Simone Queirós)



Motoristas são vítimas de arrastão na Via Anchieta


Motoristas que ficaram presos no congestionamento da Via Anchieta, na noite deste domingo, foram vítimas de arrastão e passaram momentos de terror no trecho de serra.

O SAI estava funcionando na Operação Subida 2x8, com as duas pistas da Imigrantes e a Norte da Anchieta voltadas para a capital paulista. Com isso, a Pista Sul da Anchieta era a única opção para aqueles que vinham à Baixada Santista e registrava lentidão naquelas proximidades, num trecho de sete quilômetros. 

Segundo testemunhas, por volta das 19 horas, bandidos se aproveitaram da lentidão na altura dos bairros Cota, em Cubatão, e praticaram vários assaltos. Entre as vítimas estava Graziela Rodrigues, acompanhada do pai, José Luís dos Santos, da mãe, de uma prima e de uma criança de 5 anos. Quem dirigia o veículo era o pai da moça.

Eram cerca de 18h30 quando a família passava pela Pista Sul da Via Anchieta, na altura da Cota 95. José Luís logo notou marginais descendo do morro em direção aos carros.

'Eu desconfiei na hora e disse: É assalto''. Os vidros do veículo estavam levantados, mas um dos bandidos bateu, pedindo para abrir. José Luís não abriu, e o marginal deu uma coronhada na janela, obrigando-o a baixar. ''Ele já foi pedindo tudo que tínhamos. Dei meu relógio''. Assustada, a filha de José Luís deu dinheiro ao marginal. ''Acho que eram uns R$ 20. Nem vi quanto era. Amassei e dei''.

Graziela conta que, em um certo momento, quando uma BMW passou por outros motoristas, um dos marginais chegou a atirar na direção do veículo, com o objetivo de intimidar. Logo depois, os bandidos seguiram para o carro de trás de onde estava a jovem, e seguiram praticando mais assaltos. 

Mesmo assustada, Graziela disse que não sabe se a família vai registrar Boletim de Ocorrência e contou que não presenciou nenhum policial rodoviário ou agentes da Ecovias no local. ''A gente faz BO e o que acontece? Nada''. 

Na contramão

O corretor de café Raul Henrique de Castro Rocha contou que estava dentro do carro com a esposa quando testemunhou a ação dos criminosos.

“Eram vários garotos, vi quando pelo menos quatro cercaram o carro na frente do meu. Os motociclistas seguiram na contramão para fugir deles”, conta.

Não bastasse o susto, o que mais indignou o santista foi a ausência da Polícia Rodoviária no trecho. Ele diz que também tentou contato com a Ecovias, concessionária que administra as estradas, mas o telefone estava congestionado.

Procurada, a Ecovias informou que recebeu chamado para verificar a possibilidade de arrastão na Anchieta e o repassou à Polícia Militar Rodoviaria. (Com informações de Débora Pedroso/ AT On-Line)

sábado, 7 de setembro de 2013

Entrevista com o advogado Sidnei Aranha


Qual é o seu posicionamento em relação à emancipação do distrito de Vicente de Carvalho?
Sou a favor de tudo aquilo que possa beneficiar Vicente de Carvalho e Guarujá. Tudo aquilo que possa trazer bem estar social, desenvolvimento e crescimento econômico eu sou a favor, mas penso que antes de discutir a emancipação existem algumas questões mais imediatas para serem discutidas, como por exemplo a revisão do Plano Diretor, como o próprio jornal o Itapema pontuou de maneira brilhante e oportuna com a entrevista do arquiteto Cláudio Rodrigues. Claro que a emancipação é importante, mas a gente só pode discuti-la depois que o Congresso Nacional e as Assembléias estaduais definirem quais são os parâmetros para esta emancipação. Nós ainda não temos uma lei que estabeleça os requisitos para a emancipação. A partir disso, de um plano de viabilidade econômica, de um planejamento, que a gente possa afirmar com segurança que a emancipação não traz mais problemas que benefícios à população, a discussão passa a ser importante porque se a gente discutir este assunto hoje, apenas motivados pela emoção e num momento que antecede uma eleição no ano que vem, além de estar se aproveitando de um oportunismo político estaremos incorrendo no mesmo erro da eleição de 2012.

Como assim?
Na eleição de 2012 a gente só estava discutindo quem era o candidato mais honesto e não quais eram os projetos dos nove candidatos para a cidade e hoje a população está arrependida por ter discutido de forma emocional e tão pouco racional a reeleição da prefeita e a sucessão política em nossa cidade. Temos que evitar que o mesmo ocorra com a discussão da emancipação. Penso que ela deve ser pautada pela razão e não pela emoção.

Qual seria um bom argumento racional para ser considerado nesta discussão?
Há três anos, o IPAT, instituto de pesquisa ligado ao jornal A Tribuna  de Santos fez uma pesquisa na região e apontou que em 2030 a maior cidade da Baixada Santista será Praia Grande e a segunda maior será Guarujá, sendo que nos picos da temporada de verão, Guarujá passa a ser a primeira. A gente não pode abrir mão desses estudos e dessas projeções. Penso também que a discussão tem que passar pelo meio acadêmico, pelas universidades. A UNAERP, quando recebeu a concessão do prédio público que ocupa hoje, se comprometeu a apresentar estudos e pesquisas sobre assuntos que influenciassem no dia a dia da população da cidade. Isso consta do contrato entre a Prefeitura Municipal de Guarujá e a Fundação Fernando Lee, e eu aproveito esta oportunidade e peço por meio do jornal O Itapema, que a secretária de Educação, Priscilla Bonini Ribeiro, que é dona da UNAERP, também entre nesse debate e realize estudos neste sentido, já que a universidade tem uma excelente faculdade de Direito, os professores podem nos dar a orientação no ponto de vista jurídico, a UNAERP tem cursos de Logística e Gestão Portuária, os melhores professores de gestão de Porto estão lá e curso de Administração de Empresas, então melhor que ninguém, eles têm condições, pela qualidade do corpo de professores que tem e eu posso atestar isso porque fui professor da instituição, de apresentar um amplo estudo de viabilidade econômica do distrito, evidentemente sem cobrar nada, sem simpósios milionários, já que existe o dispositivo contratual. Nós temos que discutir a emancipação de maneira que ambas as partes da cidade sejam beneficiadas.

Existe uma corrente que afirma que a arrecadação do Itapema só com a atividade portuária já viabiliza a criação do novo município, qual a sua visão?   
Penso que pautar a emancipação só na movimentação de cargas e na expansão portuária tem algumas conseqüências. Vou dar como exemplo o município de Cubatão que cresceu apenas no setor industrial. Teve como sua principal fonte de arrecadação a atividade industrial durante anos, e na primeira crise industrial, que aconteceu recentemente, Cubatão teve uma queda brutal de receita que obrigou a prefeitura a fazer uma elevação do valores do IPTU, que é o imposto primário de todos os municípios. Para que o mesmo não aconteça em médio prazo no novo município, temos que discutir com absoluta clareza, de forma objetiva, não só receita, mas o passivo de infraestrura, os passivos que uma emancipação pode trazer. Volto a enfatizar que discutir a emancipação unicamente pelo viés do orgulho do itapemense, pelo ufanismo do “eu quero a minha terra” é esquecer a lição da história de todos os movimentos separatistas que aconteceram no Brasil. Outro argumento que eu escuto muito dos emancipadores é que eles querem ter um prefeito do Itapema, ora, se a prefeita Antonieta ainda mora de fato no Morrinhos, ela é a primeira prefeita   do Guarujá que mora no distrito e nem por isso ela olha por Vicente de Carvalho, na verdade não olha nem pelo Guarujá. Penso que neste momento é mais impotante  para a população reunir forças para cobrar a falta de investimentos no Itapema, para cobrar aquele descalabro que é abra que estão fazendo na Avenida Oswaldo Cruz, como já foi dito, o maior erro de intervenção urbana da história da cidade, o então secretário de obras e hoje vice-prefeito, Duíno Fernandes tem que ser penalizado por isso.

Queria voltar a um assunto que foi citado no início da entrevista, o Plano Diretor. Qual a sua opinião?
Como eu disse, ainda temos um certo tempo para discutir a emancipação, mas o Plano Diretor está aí, ele tem que ser revisto agora. O Plano prevê que poderemos ter prédios de dez andares na Vila Maia, em Santa Cruz dos Navegantes e no Perequê e como bem ressaltou o arquiteto Cláudio Rodrigues, sem infraestrutura para isso, como, por exemplo, o fornecimento de água de qualidade, que sempre foi numa das minhas lutas. A Estação de Tratamento de Água da Sabesp até hoje não foi inaugurada e nós recebemos denúncias que ela está sendo construída de forma defeituosa, sem a etapa de decantação, ou seja, vamos construir mais prédios e agravar os problemas de surtos de viroses e de abastecimento. Essa é uma discussão imediata, como é imediata a discussão do impacto que a ligação com Santos pelo túnel vai trazer para o centro do Itapema.

Se você fosse hoje o prefeito de Guarujá, qual seria a solução mais imediata para resolver os problemas que o Itapema vem enfrentando?
No meu entender, a solução seria a desconcentração de poder, que é diferente da descentralização. Com a desconcentração, a sub-prefeitura teria o mesmo poder que, por exemplo as sub-prefeituras da cidade de São Paulo têm agora no governo Haddad, com orçamento próprio, decisões e estruturas próprias.

Para terminar, qual é a sua mensagem para os nossos leitores?
Ainda dentro do foco da nossa entrevista, um aspecto que os moradores do Itapema ainda não perceberam é que a pesquisa do IPAT, que eu citei acima, aponta que em dez anos, o distrito vai ser muito mais poderoso que o Guarujá. Em dez anos quem vai mandar na cidade vai ser a força econômica de Vicente de Carvalho. Olhem que interessante, nós vamos inverter essa posição que existe hoje. Se durante décadas a política do centro de Guarujá mandou na cidade, daqui há poucos anos os grandes interesses estarão no Itapema e, por conseqüência as grandes decisões também serão emanadas do Itapema, ou seja, por si só a tendência do distrito é crescer e ganhar importância política.

(Jornal O Itapema, edição de 07/09/2013)

Aplicativo de celular 'denuncia' desde buraco de rua até pontos de assalto


Estudantes e ex-alunos da UFSCar e da USP São Carlos desenvolveram um aplicativo de celular para denunciar todos os tipos de problemas urbanos das cidades brasileiras, desde buracos de rua, pichações, lixo, mato alto, condições de equipamentos públicos até pontos de assalto.

O "Cidadera", como é chamado o aplicativo, foi lançado na semana passada e pode ser baixado no smartphone (nas lojas App Store, da Apple, ou Google Play) de graça ou acessado de um computador por meio do endereço eletrônico www.cidadera.com.

O usuário pode tirar foto da falha, descrevê-la e informar o endereço. O aplicativo faz o posicionamento por meio de um sistema GPS e mais pessoas podem "compartilhar" o problema, apertando a tecla protestar.


Ferramentas semelhantes são usadas pelas prefeituras de São Paulo e do Rio.(com informações de Folhapress) 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

OPINIÃO: Guarujá nega terceirizar Saúde (Fernando Allende)

O secretário de Saúde de Guarujá, Daniel Simões de Carvalho Costa, que está há três meses no cargo, admite que “o setor tem graves problemas e a terceirização pode ser uma solução, mas essa não é a única saída”. Admitindo que a saúde está à beira do colapso, ele debita parte dos problemas “à falta de empenho de todos os profissionais do setor”. Durante reunião mantida na semana passada com dirigentes do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv), Costa realizou uma série de críticas onde não poupou a administração municipal “que também tem sua parcela de culpa na gestão da saúde, onde falta o engajamento de médicos, enfermeiros e os demais profissionais da área para que a população receba uma melhor prestação de serviços”.

Através de comunicado divulgado nesta quinta-feira pela assessoria de imprensa da prefeitura, o secretário corrige algumas declarações divulgadas pelo sindicato na semana passada. Segundo ele, quando afirmou que “a saúde está em colapso, referia-se a do País e não à municipal”. Ressaltou, ainda, que “o serviço médico brasileiro erra quando atua somente na emergência, desprestigiando o planejamento, a atenção preventiva e o setor acaba entrando em colapso”. No comunicado, Costa também afirma que “nunca declarou ser um defensor da terceirização da saúde”.  Segundo Costa, “defende apenas a terceirização de alguns serviços, mas jamais defenderia que a prestação dos serviços de saúde à população seja prestada por empresas”.

A divulgação do comunicado, que corrige informações divulgadas por dirigentes sindicais, é uma prova incontestável de que as críticas disparadas por Costa contra a gestão da saúde no município desagradaram a prefeita Maria Antonieta Brito. Mas, a presidente do sindicato, Márcia Rute Daniel Augusto, continua afirmando que o secretário realizou várias críticas à administração da saúde e defendeu a terceirização como saída para uma prestação de serviços com qualidade para a população. No entanto, a retratação de Costa e as afirmações da dirigente sindical não mudam a realidade do setor em Guarujá, onde unidades básicas de saúde, como a de Vicente de Carvalho que funciona em um imóvel deteriorado e faltam medicamentos e equipamentos. (Olhar Regional/ Blog do Allende/ G1)




Fernando Allende 
editor de política 
do jornal A Tribuna

Exposição de orquídeas terá aproximadamente 800 espécies


A Associação dos Orquidófilos de Guarujá, realiza entre esta sexta-feira (6) e domingo (8), a 15ª Exposição de Orquídeas no município. Aproximadamente 800 espécies da flor serão expostas.
Segundo a organização, cerca de 60 expositores da Baixada Santista, Grande São Paulo, Interior do Estado e Minas Gerais participarão do evento. Os participantes estarão aptos a tirar dúvidas a respeito do plantio e cuidados com a flor. Haverá ainda premiação para as melhores espécies nacionais, estrangeiras, híbridas e miniorquídeas.

O evento será realizado no Vila Souza A.C, localizado na avenida Dr. Artur Costa Filho, nº 282,  e estará aberto a visitação no dia 6, das 12h às 20h, no dia 7 das 9h às 20h, e dia 8 das 9h às 17h.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Militares de Guarujá vão para o Haiti em missão da ONU


120 militares de Guarujá e São Vicente receberão, na manhã desta quinta-feira, no 2º Batalhão de Infantaria Leve do Jardim Guassu, em São Vicente, o gorro azul, símbolo dos militares que fazem parte das forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Os militares da Baixada Santista farão parte do 19º Contingente do Batalhão Brasileiro de Força de Paz (Brabat), que seguirá para o Haiti em novembro deste ano.

No total, mais de 1.200 militares integrarão a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), sendo 850 do Exército Brasileiro, sediados no Estado de São Paulo. São Vicente e Guarujá formarão uma das sete companhias que compõem o Batalhão. Os selecionados para a missão são todos voluntários, que tenham atendido os critérios físicos, médicos, psicológicos e funcionais, de forma que atendam as necessidades da missão.

A Minustah foi criada pela ONU em 2004, com o objetivo de estabilizar o Haiti, que se encontrava em uma guerra civil desde 2000 e que poderia comprometer a paz da região. Liderada pelo Brasil, cerca de 50 países já fizeram parte da missão que, em junho de 2014, completa dez anos.



Haiti precisa de ajuda

Em nota, a Seção de Comunicação Social do Brabat informa que "a ida desses militares é fundamental para apoiar ao Haiti, um país que precisa de ajuda". Na permanência dos militares no local, serão realizadas ações de segurança (patrulhas, segurança de pontos sensíveis, por exemplo), ações humanitárias (atendimento médico, dentário, distribuição de alimentos) e de apoio ao governo e à população, de forma que a estabilidade seja mantida.

Os voluntários estão recebendo treinamentos específicos, como patrulha, técnicas de abordagem, treinamento físico, legislação internacional, direitos humanos e idiomas.

O que é

O gorro azul l é uma ramificação do Capacete Azul, o símbolo dos soldados que compõem as Forças de Paz da ONU. Ele foi criado em 1948, quando a ONU enviou as primeiras forças de paz para atuarem nos conflitos armados do Oriente Médio. Para deixar claro que se tratava de uma Força Multinacional, sem envolvimento com o conflito, foi utilizada a cor azul, a mesma da ONU, e as letras UN (United Nations) em branco, resultando nome reconhecido internacionalmente.