quarta-feira, 4 de setembro de 2013

OPINIÃO: Guarujá e a preguiça (Valdir Dias)


Não foi por um simples acaso que, nesta semana, o bicho-preguiça que vive no Morro da Glória desceu pelo Viaduto Floriberto Mariano e se instalou em um poste da via pública, dando trabalho aos bombeiros que o recolheram e o devolveram ao seu habitat natural.

A preguiça anda se esgueirando demais por estas plagas, enquanto nossas deficiências se avolumam. Os projetos políticos em gestação, com raras exceções, são frutos de ambições pessoais e não refletem as prioridades rotineiras ou sequer de longo prazo, da população de Guarujá e do distrito de Vicente de Carvalho.

A preguiça é prima em primeiro grau do atraso social e econômico da cidade. Os índices de educação, saúde e emprego nos mostram, periodicamente, que temos uma longa estrada a trilhar, se quisermos igualar o potencial de nossa cidade com as nossas necessidades reais.

E as estatísticas, a esta altura dos acontecimentos, são o que menos importa, pois o dia a dia já se encarrega de nos mostrar os efeitos cruéis desta realidade. O crime anda solto pela cidade, já não se esconde em vielas ou ruas escuras. As balas perdidas, vez ou outra, encontram seu destino. Trágico destino.

Não se cuida da preguiça com pressa. É preciso paciência, sabedoria e bom senso. Enquanto alguns têm preguiça de pensar e se acotovelam, em torno do debate precoce sobre uma longínqua sucessão, outros se acomodam em casa, achando que tudo irá ser resolvido, com a sua participação ou não. Convenhamos, a cidade tem problemas demais para tanta preguiça.





Valdir Dias

Jornalista 

Falta espaço nos pátios de veículos de Guarujá


Os três pátios de veículos de Guarujá estão sobrecarregados. Atualmente, há 850 automóveis, 930 motos e 250 carcaças nos locais. “Estão totalmente lotados. Só estamos recolhendo veículos que causam transtornos à via pública”, afirma a responsável pela Diretoria de Trânsito e Transporte de Guarujá (Ditran). 

Nesse rol estão os veículos estacionados irregularmente ou aqueles envolvidos em acidentes. Já os com a documentação vencida, a multa é aplicada, mas, muitas vezes, o proprietário é liberado para circular.

Mesmo assim, em agosto, entraram no pátio 230 veículos. Em contrapartida, 103 foram retirados pelos proprietários.  As pessoas não retiram, normalmente por problemas de ordem financeira. O veículo já tem dívidas e o dono acaba não conseguindo quitar e ainda pagar as taxas de guincho e estadia. 

O problema poderia ser solucionado se o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) realizasse periodicamente leilões de veículos, o que pode ser feito a partir de 90 dias de estadia no pátio, mas, no máximo, são feitos dois leilões por ano.

O último aconteceu no primeiro semestre, negociando 200 motos e 80 carros,  caso os leilões ocorressem mais vezes, seria bom tanto para o Município, que poderia recolher mais veículos irregulares das ruas, quanto para o Estado, que conseguiria recuperar o dinheiro dos impostos.
Financeiramente, os leilões não trazem muitos recursos ao Município, que é quem fica com todo o ônus. Isso porque o Detran paga os custos com o leilão, devolve os valores de IPVA e multas ao Estado e o resto fica com a Prefeitura. Acaba não sobrando muita coisa.



Parcelamento

Para ajudar na liberação de espaços,  a Prefeitura estuda parcelar as multas de trânsito. Em Santos, essa medida já vigora desde 2007, quando foi aprovada pela Câmara de Vereadores a Lei 2.462. Ela prevê que essas multas sejam divididas em até 10 parcelas iguais, mensais e sucessivas.  Mas o parcelamento seria apenas para as multas. As taxas de guincho e estadia continuarão tendo de ser pagas integralmente. (Com informações de Simone Queirós/ foto: Rogério Soares)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Governador anuncia inicio das obras do túnel entre Guarujá e Santos para julho de 2014


O governador Geraldo Alckmin entregou nesta terça-feira (3), ao prefeito Paulo Barbosa, de Santos, e à prefeita Maria Antonieta de Brito, de Guarujá, o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/Rima) para a construção do túnel submerso ligando os dois municípios. Durante o evento, também foi apresentado o traçado definitivo do túnel e as intervenções viárias que serão feitas nas duas cidades.

“Hoje é um dia extremamente marcante para a engenharia nacional e um sonho para a Região Metropolitana de Santos, a ligação seca entre Santos e Guarujá”, afirmou o governador. “Uma ligação de 43 km fica reduzida a um túnel e uma travessia em um minuto e 40 segundos. Então, é qualidade de vida para os moradores da Baixada Santista", completou Alckmin.

O túnel permitirá a articulação do transporte entre os dois municípios, reduzirá o tempo de circulação de veículos, eliminará gargalos no trânsito das duas cidades e contribuirá para a diminuição do consumo de combustíveis e a emissão de gases poluentes. Inovação e sustentabilidade são as grandes características do projeto.

A DERSA - Desenvolvimento Rodoviário S/A, que será responsável pelo gerenciamento da obra, depositou o EIA/Rima na Cetesb no dia 28 de agosto e a expectativa é de que a licença prévia seja emitida até março de 2014 e a licença de instalação em julho de 2014, o que permitirá o início imediato das obras, que tem 44 meses para entrega ao tráfego.
Atualmente, a ligação entre Santos e Guarujá é feita pela rodovia Cônego Domenico Rangoni (SP 055), com 43 km de extensão, e pelas balsas das Travessias Litorâneas da DERSA. Com o túnel submerso, o trajeto será percorrido em pouco mais de um minuto, superando filas de espera na balsa e o longo percurso rodoviário.

Projeto
O túnel será composto de seis módulos de concreto pré-moldado, que serão construídos em uma doca seca localizada no Guarujá. Após finalizados, serão rebocados flutuando até o local onde serão submersos. Após a imersão, cada elemento é encaixado e fixado aos anteriores, formando o túnel. O projeto, que vem sendo conduzido por um consórcio 100% nacional, conta também com consultoria da empresa holandesa Haskoning Nederland B.V., responsável por projetos similares em vários países, e permitirá a transferência da tecnologia para os técnicos brasileiros.

O túnel terá 762 metros de extensão, 950 metros de rampas e cerca de 4,5 km de obras viárias em superfície e em viadutos. Quando pronto, interligará os bairros de Macuco, em Santos, e Vicente de Carvalho, em Guarujá.

O orçamento total do empreendimento é de R$ 2,4 bilhões, sendo R$ 962 milhões para as obras do túnel; R$ 506 milhões para as obras viárias em Santos; R$ 532 milhões no viário do Guarujá; R$ 362 milhões para desapropriações e reassentamentos; R$ 78 milhões para projetos e R$ 15 milhões para compensações ambientais.

A escolha do túnel já havia sido anunciada pelo governador Geraldo Alckmin após um extensivo estudo de alternativas conduzido pela DERSA (2011). O local selecionado para a travessia seca demonstrou ser aquele que gerava o maior número de benefícios conjuntos para atender as demandas de automóveis, caminhões, bicicletas e pedestres.

Benefícios
Com a nova ligação seca, deixarão de ser percorridos nos deslocamentos entre os dois municípios 25 milhões de km/ano por veículos de transporte de carga e 20 milhões de km/ano por carros de passeio. 

Haverá uma economia de 2,5 milhões de horas/ano gastas no trânsito. O ganho ambiental é representado pela redução de 72 toneladas/ano nas emissões de monóxido de carbono e 3,2 toneladas/ano de material particulado. Haverá também diminuição de 18,4 mil toneladas/ano de dióxido de carbono lançado na atmosfera.

Com faixas para veículos e espaço exclusivo e fechado para bicicletas e pedestres, o projeto também permitirá a passagem do VLT quando o projeto for concluído e dará acesso ao futuro aeroporto metropolitano e ao terminal rodoviário de Vicente de Carvalho.

O túnel submerso oferece uma grande contribuição à mobilidade urbana, refletindo-se significativamente na melhoria das condições de deslocamento de trabalhadores entre Santos (região de atração de empregos) e Vicente de Carvalho (centro de fornecimento de mão-de-obra) e com efeitos positivos para a mobilidade em toda a Região Metropolitana da Baixada Santista.

A demanda atual na movimentação entre as áreas mais imediatas das duas margens do canal, em dias úteis, supera 40 mil pessoas e a movimentação de caminhões chega a 1.900 veículos por dia.

Próximos passos
A DERSA abrirá, no dia 16 de setembro, duas centrais de relacionamento (uma em Santos e outra em Guarujá) para prestar informações à população, disponibilizar consultas ao EIA/Rima e ao traçado do projeto. Ainda em 2013, duas audiências públicas (uma em cada município) serão marcadas pelo CONSEMA para discutir o licenciamento ambiental. A previsão do início das obras é julho de 2014. (Com informações do DL)


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Guarujá cogita terceirizar Saúde


O sistema de saúde de Guarujá está em colapso. E uma das maneiras de solucionar seus problemas é a terceirização. A opinião é do secretário municipal de saúde, Daniel Simões de Carvalho Costa.


“Não estou dizendo que vamos terceirizar”, disse ele, semana passada, em visita ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv). “Mas sim que é uma alternativa”.


Daniel, que está no cargo há apenas três meses, ponderou que, “no mundo todo, e no Brasil também, a saúde é terceirizada. Não estamos falando de nenhuma novidade”. 


No Guarujá, “o sistema está em colapso”, reconheceu. Isso por conta da “baixa responsabilidade de médicos, enfermeiros, auxiliares e gestor” (prefeitura), nessa ordem.“Temos que criar um círculo de responsabilidade individual. Se for na base do não vou fazer porque a parede está descascada, não conseguiremos melhorar o atendimento”, afirmou Daniel. 


Ele falou em parede descascada diante das reclamações de dezenas de servidores municipais da área, que foram ao sindicato para ouvi-lo sobre como enfrentar os problemas.


O secretário citou diversas vezes a terceirização, sempre ressaltando, porém, que essa não é a única alternativa da prefeitura para solucionar as deficiências do setor.

Contestação

Na primeira vez em que ele tocou no assunto, a presidenta do sindicato, Márcia Rute Daniel Augusto, que até então apenas o ouvia atentamente, levantou-se e criticou a proposta.


Ela disse que, na quinta-feira (29), antes da reunião com o secretário, esteve na porta da fábrica de blocos da prefeitura, às 7 horas, para conversar com trabalhadores operacionais, e se decepcionou com o número de terceirizados.
“Havia quatro ou cinco vezes mais empregados de empresas prestadoras de serviços à prefeitura, como a Terracom, do que servidores municipais”, lamentou a sindicalista.


Ela adiantou a Daniel que, no dia seguinte, sexta-feira (30), as centrais sindicais promoveriam manifestações, em todo o país, contra o projeto de lei 4330-2004.
De autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), o ‘pl’, que será votado na comissão de constituição e justiça da Câmara Federal, nesta terça-feira (3), estimula a terceirização.
O projeto, lembrou Márcia Rute, prevê incentivo à terceirização dos serviços públicos, prejudicando a realização de concursos e a convocação de concursados.
“Vai me desculpar, secretário, mas não é isso que queremos na prefeitura de Guarujá”, ponderou a sindicalista, sendo imediatamente apoiada pelo funcionalismo presente.


A partir dessa interferência da presidente do Sindserv, Daniel falou na possibilidade de realizar concurso público para a saúde, em 2014, e de chamar concursados no setor.


Márcia considerou positiva a visita do secretário ao sindicato: “Quero manter aberto esse canal de comunicação com a prefeitura e o secretário voltará outras vezes à nossa sede”.

Denúncia: Upa do Itapema não tem condições de uso


O prédio da unidade de pronto atendimento (upa) à saúde de Vicente de Carvalho, em Guarujá, que recebe 900 pacientes por dia, está condenado, colocando em risco a população e os funcionários.
A denúncia é da presidenta do Sindicato dos Servidores da Prefeitura (Sindserv), Márcia Rute Daniel Augusto, que tem visitado o local, nos últimos dias, preocupada com a situação.
“O caso é muito grave”, diz a sindicalista. Na quinta-feira (29/08), às 10 horas, ela recebeu o secretário municipal de saúde, Daniel Simões de Carvalho Costa, na sede do sindicato, para tratar do assunto.

Choque elétrico


Segundo ela, dois pacientes levaram choques elétricos, num dia de chuva forte, por conta de infiltração de água que, após passar por fios desencapados, caiu na cama onde eles estavam.


Além da infiltração, as salas da ‘upa’ têm muito mofo, o que agrava algumas patologias, explica Márcia Rute. Ela tem experiência de 30 anos no setor de saúde pública em Guarujá.
“Se o serviço de vigilância sanitária se der ao trabalho de visitar o local”, adverte a sindicalista, “com certeza terá de interditá-lo. Infelizmente, isso ainda não aconteceu”.


O prédio tem dois leitos interditados. Por falta de trabalhadores de limpeza, o pessoal de enfermagem, quando chove, tem que puxar a água. As enfermeiras e auxiliares cuidam constantemente da higienização.

Sem limpeza


A unidade, no bairro Paicará, referência em patologias graves, com risco de morte, tem 169 funcionários, sendo 69 de enfermagem, 60 auxiliares e técnicos e outros 40 nas demais funções.

Tripla função


Segundo Márcia Rute, os funcionários exercem funções que caberiam ao centro de referência de assistência social (Crea), ao conselho do idoso, ao albergue e a outros setores da prefeitura.


Ultimamente, segundo a sindicalista, tem faltado até o café-da-manhã para os pacientes que aguardam, às vezes vários dias, transferência para o Hospital Santo Amaro.

Pior, faltam remédios e equipamentos


“Além da péssima situação do prédio”, diz Márcia Rute, a ‘upa’ de Vicente de Carvalho está ainda sem medicação e infraestrutura de pronto atendimento.


Além de álcool, algodão e ataduras, faltam medicamentos como minofilina, bezatacil, dexametasona, dipirona, fenitoína, losartana, nebacetin, novalgina, sulfadiazina de prata e voltaren.


O aparelho de raios-x está quebrado há dois meses. Faltam ainda medidores de pressão arterial, de glicemia e oxímetro de pulso, necessários para detectar patologias graves.


Camas sem manivela para subir e descer ganharam encaixes improvisados. E as poucas ambulâncias, segundo Márcia Rute, estão em péssimas condições.


A sindicalista está preocupada também com os direitos do pessoal. Os plantonistas, por exemplo, ficaram um mês sem receber vale-refeição. A situação foi normalizada em 23 de agosto (sexta-feira).

Réplica
Daniel explica alguns pontos


A falta de medicamentos, segundo o secretário municipal de saúde, é causada pela impugnação do processo licitatório por uma empresa prejudicada na disputa.


Daniel explica, baseado em dados do Ministério da Saúde, que, de cada dez pacientes atendidos nas unidades de pronto atendimento, quatro poderiam ser atendidos nas unidades básicas e de família. 


Sua intenção é readequar o orçamento municipal da saúde para 2014, aplicando 15% em programas educativos que diminuam o assistencialismo, baseados em boa alimentação e exercícios físicos.


Segundo ele, o Ministério Público obrigou recentemente a Prefeitura a contratar 63 pediatras. Foi então aberto um concurso público, mas ninguém se inscreveu, comprovando que há falta de pediatras no mercado.
O secretário sugeriu que a comunicação entre sindicato e prefeitura permaneça e que, pelo menos uma vez por mês, ele esteja com a direção sindical e os funcionários para buscar soluções dos problemas.

(Sindicato dos Funcionários Públicos da Prefeitura Municipal de Guarujá. Redação e fotos: Paulo Passos MTb 12.646-SP, matrícula sindical SJSP 7588. Colaborou: Marina Cavalcante MTb 33.645)

Moradores reclamam de abandono do Jardim Enseada


Moradores do bairro Jardim Enseadareclamam da falta de segurança e de outros problemas que acabam facilitando a ação de criminosos, como pouca iluminação e mato alto. A prefeitura diz que faz constantes manutenções no bairro. Já a Polícia Militar afirma que vai reforçar as rondas no local.

Para o aposentado Abel Gomes Ribeiro, a violência no bairro ainda preocupa os moradores. “Muitos assaltos às casas, às pessoas. Nesta rua eu tenho conhecimento de dez, só em um mês, inclusive na minha casa”, relata.

Com medo dos criminosos soltos pelas ruas, muitos ficam presos dentro de casa. “A gente se limita em muitas coisas, não confia em quem está andando por perto. Acabamos julgando pela aparência, porque não confiamos em ninguém”, diz a auxiliar de escritório Elida Lima.

Quando os vizinhos se encontram, quase sempre o assunto da conversa é quem foi a nova vítima. “Todos os meus vizinhos já foram assaltados, e durante o dia. Não temos policiamento, segurança, estamos abandonados aos bandidos e à lama”, comenta a aposentada Verônica de Sá.

A violência não é o único problema enfrentado pelos moradores do Jardim Enseada. Mato alto, esgoto, entulho e falta de iluminação também geram muitos outros transtornos. Os munícipes dizem que há 15 dias começou uma obra que está trocando a tubulação. Mas as antigas manilhas estão abandonadas e podem servir de esconderijo para os criminosos.

Por meio de nota, a Polícia Militar disse que direciona o policiamento a partir de dados levantados nos registros de ocorrência, junto aos distritos policiais. Por isso, a polícia orienta a comunidade a sempre registrar o boletim. Afirmou ainda que vai reforçar o policiamento.


O secretário de Operações Urbanas de Guarujá, Averaldo de Almeida, diz que já tem um cronograma para o bairro. Afirma que a prefeitura vai fazer o corte do mato, a limpeza dos canais e o nivelamento das ruas. “Nós temos um cronograma que varia de três a quatro meses, por causa da chuva. Tem um processo na prefeitura contra o loteador, porque ele não fez a infraestrutura. Ali falta drenagem, esgoto, é um bairro com muitas necessidades. O asfalto não chegou ainda, isso custaria à prefeitura em torno R$ 34 milhões. Quem teria que colocar esse dinheiro é o empreendedor, e ele não colocou. Mas há projetos ainda, inclusive, estamos pedindo dinheiro no Dade e no Governo Federal para fazermos isso lá. Os moradores precisam disso. Hoje, a prefeitura não tem recursos, mas tem feito sua parte de capinação, limpeza de canais e nivelamento nas ruas”, explica o secretário. (G1/TV Tribuna)

A revitalização da Av. Oswaldo Cruz é um dos maiores equívocos urbanísticos da atual administração


“Ela é uma das nossas vias mais largas, o segundo maior eixo comercial do distrito, depois da Avenida Thiago Ferreira, precisava sim de urbanização, mas a intervenção foi equivocada. Só para se ter uma idéia, numa avenida importante que liga os dois lados do Paicará, que tem um comércio forte com grande movimento de carga e descarga de mercadorias, linhas de ônibus, cada via ficou com menos de seis metros, ou seja, mais estreita que uma travessa do Morrinhos, o que vai gerar muitos problemas no fluxo do transito,  problemas para os comerciantes, problemas de estacionamento, pois a solução que deram está errada e graves conseqüências para ciclistas e motociclistas, como já aconteceu recentemente um acidente fatal entre um caminhão e uma bicicleta.” (Cláudio Paes Rodrigues, arquiteto e urbanista, em entrevista ao jornal O Itapema, edição de 30/08/2013)

domingo, 1 de setembro de 2013

OPINIÃO: “Emancipação do Itapema” poderia ser o nome da ponte Santos-Guarujá (Paulo César Clemente)

Pós Constituição de 1988, nasceu a possibilidade de se criar novos municípios com certa facilidade face as exigências serem limitadas a temas não muito técnicos (predominava o “querer”).

Ocorreu uma farra promovida por "espertalhões eleitoreiros" que estavam de plantão e criaram-se vários municípios cuja sustentabilidade, viu-se depois, serem inviáveis, mas que já haviam sido infestadas irremediavelmente por parasitas políticos e seus afilhados.

Esta farra com dinheiro público teve fim com a Emenda Constitucional nº 15 de 12 de setembro de 1996. Desde então, todos os processos de emancipação que não estavam concluídos foram arquivados nas Assembleias por falta de amparo legal (Há alguns sub judice no STF) ante as exigências estabelecidas pela EC 15/1996, que entre outras regras, condicionou novos municípios a elaboração de Lei Complementar  Federal regulamentando o § 4º do Art. 18 da Constituição, o que não ocorreu até hoje.

Há um projeto de Lei Complementar (416/08) que foi aprovado em junho com várias emendas e substitutivo pela Câmara dos Deputados e encontra-se no Senado, onde o texto deste projeto pode ser aprovado (com apoio de 41 Senadores) como está e seguir para a sanção da Presidente, que pode vetar integralmente ou em parte, ou serem oferecidas novas emendas pelos Senadores ao projeto, quando este retornará para nova votação da Câmara.

Assim, é fácil entender ou imaginar o tempo que isto pode levar. Portanto, todas e quaisquer pretensões dando início a processo emancipatório em qualquer novo município brasileiro, iniciados antes da aprovação do projeto de Lei Complementar em trâmite e a sanção da presidente, É NULO - NÃO EXISTE – É GOLPE – MÁ-FÉ – DESPREZÍVEL, só para se dizer o MÍNIMO, pois é evidente ser artimanha de POLITIQUEIROS NÃO CONFIÁVEIS país à fora que explorarão o assunto buscando LUDIBRIAR os eleitores com pirotecnia marqueteira, especialmente por meio da imprensa, com único objetivo estelionatário de votos, face a proximidade das eleições 2014, semelhante ao que ocorreu com a inauguração da maquete da ponte Santos – Guarujá.

O que há de fato é que a Câmara de Guarujá criou uma comissão para iniciar a discussão e estudos do assunto e buscando antecipar as medidas legais permitidas e eficazes pela legislação ora em vigor e preparatória às novas normas com sessões abertas a toda a população que pode participar e dar suas sugestões, fazer propostas, etc.

Uma boa  sugestão seria os vereadores incluírem  no Orçamento de  2014 destinação própria para   a   Sub Prefeitura   de   Vicente  de Carvalho (também a ser criada), retomando o antigo processo de emancipação interrompido em 1996.




Paulo César Clemente
Advogado especializado
em Direito Público