domingo, 28 de julho de 2019

Codesp anuncia empresas que vão analisar a privatização da gestão do canal do Porto



Em até 100 dias, 14 empresas e uma pessoa física serão responsáveis por estudar a viabilidade da concessão do canal de navegação do Porto de Santos à iniciativa privada. Eles vão elaborar projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos sobre o processo, material que será analisado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a autoridade portuária de Santos.
As empresas atenderam a um chamamento público aberto pela Docas no mês passado. Este é considerado o primeiro passo para a eventual concessão do canal de acesso e navegação, visto como um dos projetos fundamentais para aumentar a eficiência do cais santista.
Na lista dos autorizados a fazer os estudos, revelada sexta-feira (26), estão: Argonáutica Engenharia e Pesquisas Ltda, Atlântico Sul Consultoria e Projetos S/S Ltda, Boskalis do Brasil Dragagem e Serviços Marítimos Ltda, Cláudio Macedo Dreer, Consultoria, Planejamento e Estudos Ambientais Ltda (CPEA), Dragabras Serviços de Dragagem Ltda, DTA Engenharia Ltda, Future ATP Serviços de Engenharia Consultiva Ltda, Jan De Nul do Brasil Dragagem Ltda, Leonardo S.p.A, Navarro Prado Advogados, Queiroz Galvão Tecnologia em Defesa & Segurança S/A, Terrafirma Consultoria Empresarial e de Projetos Ltda, Tetra Tech Engenharia e Consultoria Ltda e Veirano Advogados.
“O perfil variado dos interessados, que inclui de grandes grupos de engenharia a empresas de dragagem, passando por consultorias e escritórios de advocacia, demonstra o grande interesse do mercado por essa concessão. Estamos certos de que, ao trabalhar em parceria com o mercado desde o projeto, o leilão atrairá grandes players e o Porto de Santos aumentará, com rapidez, a eficiência de seu principal ativo”, destacou o diretor-presidente da Codesp, Casemiro Tércio Carvalho.
A Docas deu, ainda, um prazo de cinco dias para que a Concremat Engenharia e Tecnologia S/A regularize sua documentação para realizar os estudos. (Via A Tribuna/ Foto: Carlos Nogueira)

sábado, 27 de julho de 2019

Neblina interrompe a travessia de balsas e barcas

Um forte nevoeiro atingiu a Baixada Santista no início deste sábado (27) e ocasionou o fechamento do canal de navegação do Porto de Santos. A travessia de balsas entre Santos e Guarujá e as barcas de pedestres entre Santos e o Distrito de Vicente de Carvalho também foram interrompidas.
Segundo a Praticagem do Porto de Santos, o canal de navegação foi fechado às 6h30. Nenhum navio entrou ou saiu do cais santista até às 10h, quando houve a liberação do tráfego.
Já de acordo com a Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S/A, responsável pelas travessias litorâneas no litoral paulista, as balsas de veículos entre Santos e Guarujá tiveram o serviço interrompido às 5h25, voltando a operar apenas às 7h22. (Foto: Walter Mello)

sexta-feira, 26 de julho de 2019

A OAB Guarujá e Escola do Legislativo realizam seminário sobre Saúde Mental

A OAB Guarujá, com apoio da Escola do Legislativo de Guarujá (ELG), realizará um seminário sobre Saúde Mental. O encontro abordará assuntos como 'Desenvolvimento da Psiquiatria', 'Reforma Psiquiátrica: a Casa de Saúde Anchieta', 'Internação Involuntária', 'Síndrome de Boderline', 'Aspectos Genéticos dos Transtornos Mentais', além de 'Bullying, Cyberbullying e Suicídio na Adolescência'. O evento acontece no dia 2 de agosto, das 9h às 19h, na Câmara Municipal de Guarujá. A atividade é voltada para os profissionais da área jurídica, mas todos os interessados são bem-vindos. Para mais detalhes, acesse:http://twixar.me/ndhn 

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Tributos municipais podem ser pagos com cartões de crédito ou débito



É lei, é direito seu! Mais uma medida que ajuda, e muito, você. De acordo com a Lei Complementar 249/2019 os Tributos Municipais podem ser pagos com cartões de crédito, débito, cheque ou em dinheiro. Os detalhes da medida e o regulamento está no link:https://bit.ly/2YTPDRD Informe-se sobre o seu direito. 

quarta-feira, 24 de julho de 2019

PM apreende fuzil e mais de 400 munições de uso restrito em Vicente de Carvalho


Um homem de 31 anos foi preso com armamento de uso restrito durante um patrulhamento da Polícia Militar em Guarujá, na manhã desta quarta-feira (24). De acordo com a Polícia Militar, um fuzil e munições de diversos calibres foram encontrados e apreendidos com o suspeito.

O caso aconteceu por volta das 7h desta quarta-feira, momento em que o suspeito foi abordado pelos policiais militares na Avenida Senador Salgado Filho, em Vicente de Carvalho. De acordo com a PM, os policiais notaram o nervosismo do homem, que confessou estar com o armamento em uma residência próxima ao local da abordagem.

Nas buscas ao imóvel indicado pelo suspeito, a equipe da Polícia Militar encontrou e apreendeu um fuzil de calibre restrito, um colete à prova de balas da Polícia Civil e cerca de 407 munições de calibres variados, todos de uso restrito das forças armadas.

Às autoridades, o homem informou que apenas guardava o armamento. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito ainda será ouvido na tarde desta quarta-feira. Os equipamentos serão averiguados pela perícia policial e terão sua origem investigada.

Além da arma de fogo e dos equipamentos apreendidos, o suspeito foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Sede de Guarujá, onde a ocorrência foi apresentada e o homem indiciado pelo crime de posse ilegal de arma de uso restrito. Ele segue à disposição da Justiça. Foto: Marcela Pierotti/G1

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Novo Refis começa a vigorar em agosto


Foi promulgada e começa a vigorar a partir da primeira quinzena de agosto a Lei Complementar 251/2019, que institui novo Programa de Recuperação Fiscal (REFIS) em âmbito local. Originária do Projeto de Lei Complementar 009/2019, a medida foi aprovada pelo plenário da Câmara Municipal de Guarujá na sessão do último dia 25/6.
O conteúdo completo do texto consta na edição do diário oficial do último sábado (13/07). Para ter acesso, clique: https://bit.ly/2xKqBIy

DETALHES
O novo Refis abrangerá débitos de IPTU, ISSQN, taxas, contribuições de melhoria e multas (exceto de trânsito) que tenham sido gerados até a data da publicação da medida (o que deve ocorrer em julho). Também valerá para débitos constituídos posteriormente, mas desde que inscritos em dívida ativa até a entrada em vigor da lei complementar, ajuizados ou a ajuizar, com exibilidade suspensa ou não.


ADESÃO
O requerimento de adesão ao programa de refinanciamento ficará disponível no site da Prefeitura (www.guaruja.sp.gov.br) e, após ser preenchido e anexado aos documentos necessários, precisará ser entregue diretamente na Seção Especial de Protocolo do Refis, independentemente do pagamento de taxa. O envio poderá ser feito por via postal ou pessoalmente, no prazo de 30 dias após o término do período de solicitação de adesão, conforme decreto regulamentar.


DESCONTOS
Os munícipes que aderirem ao programa poderão obter descontos que variam de 10% a 100%, na multa, e de 20% a 100%, nos juros, conforme a quantidade de parcelas, que poderão ser divididas em 60 meses, ou até 120 meses em casos excepcionais (mais detalhes abaixo):


CONDIÇÕES E BENEFÍCIOS:
*Pagamento em 1 parcela:
Desconto de 100% da multa e de 100% dos juros;

*Pagamento em 2 a 6 parcelas:
Desconto de 100% da multa e de 80% nos juros;

*Pagamento em 7 a 12 parcelas:
Desconto de 50% na multa e de 60% nos juros;

*Pagamento em 13 a 24 parcelas:
Desconto de 30% na multa e de 50% nos juros;

*Pagamento em 25 a 30 parcelas:
Desconto de 20% na multa e de 40% nos juros;

*Pagamento de 31 a 60 parcelas:
Desconto de 10% na multa e de 20% nos juros

**Pagamento de 61 a 120 parcelas:


Condições específicas para contribuintes que têm dívidas acima de R$ 50 mil e atendam a critérios de idade, renda e condições de saúde detalhados no item 'Condições Excepcionais', que segue logo abaixo.

CONDIÇÕES EXCEPCIONAIS
O novo Refis prevê condições excepcionais para proprietários que tiverem dívidas a partir de R$ 50 mil. Esses poderão obter parcelamentos que variam de 61 a 120 vezes. Mas há critérios (detalhes abaixo) a serem obedecidos e que deverão passar pelo crivo da Advocacia Geral do Município (AGM). Além disso, as parcelas sofrerão atualização monetária, terão aplicação de juros e o valor de cada parcela deverá ser de, pelo menos, 200 UFIRs (para pessoas físicas e MEIs) e de 500 UFIRs (para pessoas jurídicas).


Abaixo seguem as condições expecionais previstas para proprietários com dívidas a partir de R$ 50 mil. Eles têm que atender aos seguintes critérios de renda:
- Até 5 salários mínimos nacionais, para o contribuinte acima de 65 anos;
- Até 5 salários mínimos nacionais, para o contribuinte (ou dependente) que for PCD - Pessoa Com  Deficiência;
- Até 5 salários mínimos nacionais, para o contribuinte (ou dependente) que for portador do vírus HIV;
- Até 5 salários mínimos nacionais, para o contribuinte (ou dependente) que tiver diagnóstico de câncer;
- Até 5 salários mínimos nacionais, para o contribuinte (ou dependente) que tiver diagnóstico de estágio terminal em razão de doença grave;
- Até 3 salários mínimos nacionais, para casos não abrangidos nos itens anteriores; não possuir qualquer outra fonte de renda; possuir um único imóvel e que seja destinado à sua residência.


*Serão incluídos, no programa de refinanciamento, no caso de débitos ajuizados, as respectivas custas e despesas processuais, e no caso de já ter efeitivado a citação da referida execução, os honorários advocatícios à razão 10% sobre o valor do débito acordado

**Condições específicas para contribuintes que têm dívidas acima de R$ 50 mil e atendam a critérios de idade, renda e condições de saúde detalhados no item 'Condições Excepcionais'.


sexta-feira, 19 de julho de 2019

Governo do Estado e operadores do Porto divergem sobre ponte


A construção da ponte sobre o canal do Estuário opõe o governo paulista e operadores de terminais no Porto de Santos. A obra, anunciada em fevereiro deste ano pelo governador João Doria (PSDB), está em processo de licenciamento ambiental pela concessionária Ecovias.
Uma audiência pública apresentou o projeto na última terça-feira, 16, em Santos. A concessionária e o governo afirmam que a ligação rodoviária vai melhorar o fluxo de tráfego na região e eliminar gargalos de acesso entre as duas cidades. Já os operadores afirmam que a ponte pode atrapalhar a entrada de navios nos terminais e prejudicar uma futura expansão do porto.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Conceição da Silva, por se tratar do maior porto da América Latina, a realização de uma obra permanente exige cautela e estudos que não foram apresentados. "A ABTP não teve essa discussão, que achamos importante. Não temos informações técnicas suficientes para dizer aos operadores que essa é a melhor alternativa." Ele lembrou que a proposta anterior era de construção de um túnel. "Não dá para dizer o que é melhor, a ponte ou o túnel. É preciso analisar melhor o risco de cada solução. Ainda não tivemos elementos para essa análise."
Segundo ele, o operador de um terminal manifestou à associação sua preocupação com a ponte, pois vai interferir em sua área de operação. "Será que os grandes navios vão passar bem por baixo? Como fica a bacia de evolução (área de manobra das embarcações)? Também há terminais preocupados com o túnel. Em que profundidade? O solo é adequado? Haverá interferência no tráfego de navios? São questões que precisam ser discutidas com as partes envolvidas e ainda não foram. A ABTP se coloca à disposição para isso."
A construção da ponte, com 7,5 km de extensão total, custará R$ 2,9 bilhões. O valor será bancado pela Ecovias, pois o governo já se mostra disposto a prorrogar o contrato de concessão da malha administrada pela concessionária, que inclui o Sistema Anchieta-Imigrantes, principal ligação entre grande parte do interior, a capital e a Baixada Santista. 
O projeto é dos anos 1970 e foi resgatado pelo então governador Márcio França (PSB), que tem sua base eleitoral na região. O novo governo paulista decidiu acelerar a obra.
Para o presidente da Brasil Terminal Portuário (BTP), Ricardo Arten, a decisão pela ponte segue na contramão de uma tendência mundial. "Todos os portos do mundo em posição de relevância procuram retirar e não colocar obstáculos às operações de navios "
Destacando ser a favor de uma ligação seca entre Santos e Guarujá, "desde que seja viável e não prejudique o porto", ele disse que o projeto da ponte não atende ao fim anunciado pelo governo. "Vai resolver apenas 30% da mobilidade urbana atendida pelas balsas e não vejo como pode melhorar a questão das cargas "
Conforme o executivo, a ponte contraria a lógica de que o transporte pesado deve ser retirado da cidade. "Quando se fez o Rodoanel, foi para tirar o caminhão da capital. Aqui é o contrário: quando se põe uma ponte na entrada da cidade, você atrai todo aquele tráfego de caminhões que poderia seguir pelas rodovias". Na sua avaliação, não existe problema de cargas que justifique o investimento na ponte.
Ainda segundo Arten, se hoje a ponte permite a passagem de navios maiores, isso pode não acontecer no futuro. "A altura de um navio de grande porte é muito maior que há 30 ou 40 anos, chega a 65 metros. A gente tem de pensar como será daqui a 50 ou 100 anos."
O grupo BTP seria um dos mais afetados pela construção da ponte, muito próxima de sua área de operação e que pode comprometer seus planos de expansão em direção ao cais do Saboó. Arten considera que o túnel não causaria interferência.
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) também se posicionou publicamente contra o projeto por prejudicar os projetos futuros de expansão do porto, criando um gargalo para a entrada de navios de grande porte. Também para a Codesp, a melhor alternativa seria a construção de um túnel.
O secretário de Logística e Transportes do Estado, João Octaviano Machado Neto, defendeu o projeto. "Temos estudos da USP (Universidade de São Paulo), do pessoal de engenharia naval e do pessoal da praticagem que mostram que a ponte não vai interferir nas manobras dos navios. Todo o estuário de fundo é área de manobras e não afeta nada." Segundo ele, a restrição aos navios de grande porte já existe e se deve ao calado do canal de acesso ao porto, que tem 15 m de profundidade.
Conforme o secretário, a ponte vai resolver problemas de mobilidade de uma margem à outra do estuário reclamadas há décadas pela população. "Ela tem uma importância enorme para a Baixada Santista, trazendo um grande impacto para a população, que hoje depende das balsas, um serviço que é sujeito a fatores climáticos. Vai resolver também o problema de acesso de cargas de uma margem para a outra."
A opção do túnel, segundo ele, esbarra no alto custo e não resolve a logística das cargas, já que é dimensionado para transporte urbano.
Machado Neto destacou que a obra será feita sem desembolso direto do Estado, deixando claro que o governo tende a ampliar o contrato com a Ecovias para que a concessionária banque o projeto. "É uma questão de ajustes no contrato para garantir o investimento privado. Será uma ampliação do prazo na forma da lei." A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) informou que o projeto da ponte ligando Santos ao Guarujá continua em análise.
Pedido do governo
Em nota, a Ecovias informou que desenvolveu o projeto da ponte de interligação entre as margens do Porto de Santos a pedido do governo do Estado. Conforme a concessionária, o projeto não apresenta restrições à navegação, nem à expansão do porto.
"O projeto inclui ponte e sistema viário que interligarão as rodovias Anchieta e Cônego Domênico Rangoni. Para sua elaboração, foram realizadas análises para diferentes tipos de embarcações que operam atualmente no porto, inclusive com simulações de manobras controladas e indicadas pela Praticagem de São Paulo, em simuladores instalados no tanque de provas da USP." Os testes incluíram navios de grande porte, inclusive os usados em cruzeiros. 
Na terça-feira, a empresa apresentou os principais aspectos técnicos do projeto em audiência pública realizada em Santos, como parte do processo de licenciamento ambiental.
Os técnicos da empresa defenderam o atendimento à logística do porto e o reordenamento do trânsito na região. Conforme a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), se houver necessidade, poderão ser convocadas outras audiências públicas para a discussão do projeto. O secretário Machado Neto disse que, após ser resolvida a questão ambiental, a ideia é chamar todos os operadores para discutir em detalhes o projeto. (Via: DL)