sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Amazonense vai processar prefeitura por descaso com alegorias


Um acordo rompido que perdura há décadas promete deixar a comunidade do samba e a Secretaria de Cultura de Guarujá em lados opostos. Isso porque em função das obras de reforma do Estádio Municipal Antônio Fernandes para atender as exigências da Fifa e receber uma seleção durante a Copa do Mundo de 2014, a Escola de Samba Mocidade Amazonense não poderá mais utilizar as dependências do equipamento para montar e guardar seu material — situação mantida por 32 anos.

No último dia 24, a presidente da Amazonense, Sandra de Oliveira Santos, esteve na Câmara de Vereadores tentando apoio dos parlamentares para minimizar supostos prejuízos causados a uma das mais tradicionais escolas de samba da região. Segundo Sandra, há algum tempo a diretoria da escola vem requerendo, por meio de ofícios à Prefeitura, um espaço para guardar o material, mas não foi atendida.

Segundo a presidente da escola, além de não responder aos ofícios, a direção da escola descobriu que o material foi retirado sem os devidos cuidados de uma área coberta onde estava. Ela conta que tudo o que foi planejado para o Carnaval de 2014 foi jogado ao relento. “Há décadas trabalhamos sob as marquises do estádio. Não temos outro lugar para trabalhar e guardar o material que, em função da chuva e do sol, estragou. Perdemos todas as esculturas do Carnaval de 2013, um prejuízo de cerca de R$ 40 mil. Não recebemos nenhuma notificação para desocupar o local”, garante Sandra. Ela pretende processar a Administração por perdas e danos.

Prefeitura diz que avisou

A Secretaria Municipal de Cultura informou ontem que notificou, no fim de 2012, as escolas de samba da Cidade para que neste ano, após o Carnaval, que ocorreu em fevereiro, retirassem seus carros alegóricos do Estádio Municipal, uma vez que a Prefeitura cede o local para que os grêmios carnavalescos possam confeccionar e guardar suas alegorias. 

A Prefeitura lembra que é de praxe que cada escola de samba confeccione suas alegorias e carros dentro dos barracões das agremiações. Como algumas escolas de Guarujá não dispõem deste espaço, a Prefeitura cede o estacionamento do estádio municipal para este serviço.


Mesmo não sendo de responsabilidade da Administração, a Secretaria de Infraestrutura e Obras está estudando outro local para ajudar as escolas, no sentido de que possam guardar seus materiais. (Com informações do DL)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Grupo faz reféns em assalto ao supermercado Extra de Vicente de Carvalho


Clientes e funcionários do supermercado Extra, na Avenida Santos Dumont ficaram como reféns de quatro criminosos na noite desta quarta-feira (2). O grupo de assaltantes foi preso.

Os criminosos chegaram no estabelecimento por volta das 22h. O supermercado tinha acabado de fechar, mas alguns clientes ainda estavam no local quando entraram quatro indivíduos armados, que renderam todos os funcionários na frente do caixa. Posteriormente, subiram juntamente com uma funcionária, que é responsável pela frente de caixa, e tiveram acesso a tesouraria, onde subtraíam os valores.

Os clientes e funcionários foram obrigados a dar tudo o que tinham para os quatro assaltantes. Os criminosos exigiram que uma funcionária abrisse o cofre onde estava guardado o dinheiro. Eles colocaram as notas e moedas dentro de uma mochila.

Uma pessoa que viu a movimentação dos assaltantes avisou a polícia. Enquanto os criminosos enchiam a bolsa com o dinheiro, os policias cercaram o estabelecimento. "Quando eles viram que estavam cercados, na frente e no fundo, eles tentaram fugir, subiram até a laje para tentar fugir por cima porém não tiveram tempo", afirma o tenente Pedro de Carvalho, da Polícia Militar.

Os assaltantes foram presos. A polícia também conseguiu apreender as armas e recuperar o dinheiro roubado. Segundo a PM, os quatro assaltantes moram em Guarujá. A polícia acredita que uma pessoa tenha participado do assalto e conseguiu fugir. O quinto assaltante ainda não foi encontrado.(Com informações do G1/Santos)


Guarda Civil Municipal começa treinamento para utilização de arma não letal


Um grupo de guardas civis municipais de Guarujá começa a ser treinado para utilização de armas não letais. Inicialmente serão treinados 100 guardas da área operacional divididos em turmas de 15 agentes. Os selecionados foram aprovados nos testes realizados em fevereiro deste ano, quando começaram os primeiros treinamentos da corporação para utilização de armas letais e não letais.
A capacitação terá duração de três dias, sendo o primeiro de curso teórico, com 10 horas de duração. Os demais serão de aptidão física e treinamento prático, com o equipamento.No curso teórico será abordado o conceito da legalidade do equipamento, a necessidade, os cuidados e a proporcionalidade do uso. Os demais testes analisados serão físicos e a técnica de manuseio da arma.
A conclusão da capacitação está prevista para o início de novembro. A utilização do equipamento pelo efetivo operacional será imediatamente após o término do curso.    
Os 15 equipamentos tiveram um custo de R$ 40 mil e foram adquiridos em parceria com o Ministério da Justiça por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI).
O que provoca uma arma não letal – A SPARK é um dispositivo em forma de pistola elétrica – incapacitante, que atua sobre o sistema neuromuscular. Sua ação causa contrações musculares e queda, deixando imóvel enquanto estiver sob a ação do dispositivo elétrico. 

Informações de segurança – A SPARK foi projetada para defesa pessoal ou de terceiros. Corretamente utilizada, a SPARK incapacita temporariamente uma pessoa a partir de uma distância segura, minimizando a probabilidade de morte ou lesões permanentes. (Foto: Pedro Resende/PMG)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ambulantes de Vicente de Carvalho fazem protesto na Câmara


Um grupo de ambulantes realizou um protesto nesta terça-feira (1°) na Câmara Municipal. Eles reclamam que há duas semanas foram retirados da Avenida Thiago Ferreira, a mais movimentada do Distrito de Vicente de Carvalho, e querem a ajuda dos vereadores para regularizar a situação.

A maioria espera pela licença da prefeitura para continuar trabalhando, mas a administração alega que o número de alvarás é limitado. Segundo a prefeitura, em Vicente de Carvalho, apenas 100 ambulantes estão legalizados. Novos comércios só poderão funcionar quando acontecer uma desistência entre os que já estão cadastrados. 


terça-feira, 1 de outubro de 2013

OPINIÃO: No outubro rosa, a vida no vermelho (Clara Gurgel)


Com o  início da campanha internacional Outubro Rosa, que promove a conscientização sobre a importância de prevenção do câncer de mama, vários posts hoje, pelas redes sociais, sinalizavam o evento. Devidamente conscientizada, lá fui eu para uma Unidade Básica de Saúde, no Guarujá, atrás de um dos meus direitos mais primordiais: o direito à saúde.

Na primeira Unidade, a reação das atendentes é de desconfiança: “-Mamografia?” diz uma das moças depois que ela e a amiga se entreolham. “-Sim, como eu faço? É aqui?” insisto e elas me indicam outro endereço, outra Unidade. Lá vou eu. Mais atendentes desconfiadas. Afinal, o que há de errado com a minha pergunta? A moça do arquivo, apesar de ser a responsável pelo agendamento do retorno das consultas, “não sabe me dizer quanto tempo eu levaria até fazer o exame”. Limita-se a dizer que primeiro tenho que passar por um médico em qualquer Unidade Básica de Saúde. E é só.

Antes de ir embora, vou a uma sala mais a frente e, finalmente, encontro um funcionário atencioso, disposto a falar. Uma das primeiras perguntas é se tenho plano de saúde para que ele possa me indicar “um procedimento mais adequado” porque, “você sabe, né?  ESSAS COISAS DO GOVERNO SÃO DEMORADAS E A QUALIDADE É PIOR!”. Digo que fui pelo Outubro Rosa, que achei que tivesse algum mutirão, ou coisa do tipo, por ocasião da data. Ele diz não saber nada nesse sentido e pede que eu volte no dia seguinte para maiores informações, mas já me adianta que o “processo é complicado”, que terei que passar por um clínico em uma Unidade qualquer, que me encaminhará para um ginecologista, que me fará o pedido do exame. Pergunto quanto tempo eu levaria até fazer o exame e ele, apesar da atenção dispensada, se mostra reticente e assim como os outros funcionários com quem falei anteriormente, não sabe precisar quanto tempo eu levaria.

Agradeço e vou embora pensando na diferença abissal que existe entre as campanhas de conscientização (necessárias, obviamente) e a qualidade do serviço público de saúde prestado, principalmente, às mulheres. De que adianta a conscientização se a mulher não é assistida devidamente quando procura atendimento médico? Se tiver que esperar MESES pela MAMOGRAFIA, de acordo com o relato de várias mulheres conhecidas?

Por sua vez, a Secretária de Saúde de Guarujá informa que de janeiro a julho deste ano, realizou 4.442 mamografias na cidade, onde foram identificadas 375 alterações, o que não caracteriza o câncer necessariamente. O mais SURPREENDENTE é que como as análises das amostras AINDA ESTÃO EM ESTUDO   (FAVOR NOTAR QUE JÁ ESTAMOS EM OUTUBRO), não há como precisar quais destes são casos confirmados de câncer de mama. Ou seja, muitas dessas mulheres que se CONSCIENTIZARAM E FIZERAM O EXAME, quase três meses depois, AINDA NÃO SABEM SE TÊM CÂNCER OU NÃO. Um absurdo para uma doença onde o tempo é fator fundamental para aumentar as chances de cura.

Depois dessa minha pequena “excursão” em busca de uma MAMOGRAFIA pública, gostaria que o Outubro Rosa pontuasse, para além da conscientização das mulheres em relação à prevenção da  doença, a conscientização de quem tem o DEVER DE CUIDAR DA SAÚDE DAS MULHERES, sobretudo com um atendimento humanizado, com diagnósticos precisos subsidiados por exames de boa qualidade, dentro da urgência que o combate à doença exige, principalmente àquelas que não podem pagar. Política pública só é efetiva quando atende, e bem, a demanda, no mais, é factoide acobertando uma prestação de serviço público medíocre. 


Mais importante do que o rosa nas roupas é a VIDA no vermelho pedindo cuidados e atitudes URGENTES em outubro, novembro, dezembro, enfim, durante o ano todo. 

(A foto que ilustra esta matéria é do fotografo de moda norte-americano David Jay, que fotografou mais de cem mulheres mastectomizadas ao longo de sete anos para a campanha SCAR-Survivor Cancer).    






Clara Gurgel
    

Demora na transferência para Hospital Santo Amaro pode ter causado a morte de rapaz de 28 anos.



Carlos Jesus de Oliveira, de 28 anos, morreu por volta das 23 horas de domingo no Hospital Santo Amaro (HSA), em Guarujá, em decorrência de um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC H). Entretanto, a família afirma que ele poderia estar vivo se tivesse sido transferido a tempo para um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pelo qual teria esperado durante um dia inteiro.

A saga teve início, segundo os parentes, pouco antes das 6 horas de sábado. Ele voltava de uma festa quando teve uma convulsão. Seu estado de saúde já era bastante debilitado, pois era diabético e tuberculoso.

Seu tio, Eduardo Guedes, afirma que Carlos deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Matheus Santamaria, como é conhecido o Pronto Atendimento Médico (PAM) Rodoviária, pouco depois das 6 horas. 


“Transferiram ele às 10h30 para o PAM de Vicente de Carvalho e não deram  medicação alguma. Precisava fazer uma tomografia e não tinha equipamento para isso. Ele ficou só no balão de oxigênio. Os funcionários disseram que só tinha dipirona para dar para os pacientes, mais nada”.

Ele decidiu recorrer, depois de algumas horas, a um vereador que ligou para  o secretário de Saúde e para o diretor de Urgência e Emergência, mas não teve retorno.

Carlos começou a ser removido para o Hospital Santo Amaro por volta das 23 horas. “Quando chegou lá, ele passou por uma tomografia e disseram que teve morte cerebral. Acabamos perdendo uma vida porque não transferiram ele antes. Primeiro, não tinha ambulância. Depois, médico para ir com ele no veículo”, lamenta o tio. 

Eldis Carossi, diretor-administrativo do Santo Amaro, afirma que o paciente deu entrada às 23h28 de sábado. “Ele já chegou com um prognóstico muito ruim, de AVC H (derrame hemorrágico). Não foi possível fazer muita coisa. Ele foi para a emergência, mas às 19 horas de domingo veio a falecer”.

Sem registro

Embora os familiares e o vereador atestem a demora na transferência para um leito de UTI, a Prefeitura não tem registros de que Carlos esteve tanto no PAM Rodoviária como no PAM de Vicente de Carvalho nos horários indicados.

A informação que constaria no prontuário de Carlos, segundo o diretor de Urgência e Emergência de Guarujá, Waldyr Tamburus, é que “ele chegou ao PAM de Vicente de Carvalho às 21h30 e foi transferido, às 23h30, para o Hospital Santo Amaro, após passar por médico, ser medicado e estabilizado seu estado de convulsão”.

Ainda segundo Tamburus, o prontuário do paciente registrou que ele recebeu as medicações necessárias e “um dos médicos plantonistas o acompanhou até a unidade hospitalar”. Já sobre o PAM Rodoviária, Tamburus informou que a diretoria fará hoje uma nova apuração do caso. 

Eduardo Guedes, tio de Carlos, reafirmou a passagem do sobrinho pelas duas unidades durante todo o dia, e não a partir das 21h30, como informado pela Prefeitura. “Isso é mentira. Tenho testemunhas de que ele esteve lá. Tanto que, no domingo pela manhã, voltei ao PAM Rodoviária para falar com a enfermeira sobre o caso e ela checou o registro dele lá”. 
(AT On-Line)

Motorista que ultrapassar 50 km/h em trecho de serra será multado


O motorista que trafegar acima de 50 km/h entre os quilômetros 48 e 52 da Via Anchieta, sentido Litoral, a partir desta terça-feira, será multado e perderá pontos na carteira. A velocidade permitida no trecho, que era de 60 km/h, já havia sido reduzida no dia 10 de setembro. Mas de lá para cá, a Ecovias não multou quem passou do limite, apenas fez campanha de orientação.

Com a medida, todo o trecho de serra da descida terá o mesmo limite de velocidade. Já em outro trecho, entre os quilômetros 40 e 48, o limite já era de 50. km/h. Ao todo, o percurso conta com seis radares.

A medida, que vale tanto para veículos comerciais, como para carros de passeio, foi autorizada pela Agência Reguladora de Transportes do Estado (Artesp) e visa trazer mais segurança à pista.

Apesar disso, os acidentes já tiveram uma queda, segundo a Ecovias. No trecho da mudança (48 a 52), o número de acidentes passou de 81, nos oito primeiros meses de 2012, para 72, no mesmo período de 2013.

No entanto, a quantidade de caminhões envolvidos nas ocorrências aumentou de 61 nos primeiros oito meses do ano passado, para 79 nos mesmos meses deste ano. (Foto: Irandy Ribas/ AT On-line)